Por King Edward Lutamos

" Toda Rebeldia Anarquista provem da Rebeldia do REI contra a Autoridade Ilegitima que deu um Golpe de Representação na Monarquia ".

" Nenhum Anarquista por tal motivo aceita ou se submete a uma Autoridade Ilegitima que queira o Governar ".

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Um Sonho de fadas com King Edward o REI Anarquista

Um Sonho de fadas com King Edward
O REI ANARQUISTA

Edward Mãos de Tesoura já é um dos grandes e bons Clássicos de Tin Burtoon com o Ator e Cristo Johnny Deep deste "Anarquismo EMO", misturando Clássicos em um Artístico Liquidificador, deu origem a um grande Processo Somático do famoso Movimento "Mague Beat" no Brasil de Longas Praias, onde o Signo das Areias de Caranguejo se tornou o Signo do Escorpião, do FILHO das Aguas que matara e se tornara um FILHO do Fogo.

Meu filho vai ter nome de Santo

" Meu filho vai ter nome de Santo, vai ser o nome mais Bonito "
Letra e Musica Renato Russo da Banda Legião Urbana

Santo seja Eduardo (SE)

Edward Snowden's Alternative Christmas Message 2013 

Edward Snowden's denunciou ao Mundo em 2013 o grande "Big Brother" que vigia a todos, e destrói a Liberdade tão defendida por todos os Revolucionários em todo o Mundo.



Informações do Álbum As Quatro Estações


Estátuas e cofres
E paredes pintadas
Ninguém sabe o que aconteceu
Ela se jogou da janela do quinto andar
Nada é fácil de entender.


Dorme agora:
É só o vento lá fora.
Quero colo
Vou fugir de casa
Posso dormir aqui
Com você?
Estou com medo tive um pesadelo
Só vou voltar depois das três.

Meu filho vai ter
Nome de santo
Quero o nome mais bonito.


Refrão:
É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse amanhã
Porque se você parar pra pensar,
Na verdade não há.

Me diz por que o céu é azul
Me explica a grande fúria do mundo
São meus filhos que tomam conta de mim


Eu moro com a minha mãe
Mas meu pai vem me visitar
Eu moro na rua, não tenho ninguém
Eu moro em qualquer lugar
Já morei em tanta casa que nem me lembro mais
Eu moro com meus pais.

Refrão:
É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse amanhã
Porque se você parar pra pensar,
Na verdade não há.


Sou a gota d'água
Sou um grão de areia
Você diz que seus pais não entendem
Mas você não entende seus pais.
Você culpa seus pais por tudo
Isso é absurdo
São crianças como você.
O que você vai ser
Quando você crescer.

Esta é a nossa "Homenagem" a esta geração EMO de um REI que chora no Brasil, filho desta ROSA de MARIA, agora o REI Eduardo somos todos nós, e até o teto do Corinthians caiu no Movimento Social "NÃO VAI TER COPA !".
Te Amamos o Santa Maria, amamos este teu filho Eduardo REI de Rebeldes e agora com o Edward Snowden's somos já campeões da jogada para o timão, torcemos por você Edward Snowden's, pois sua Vitoria já marcou a Historia em nome do Santo REI Edward.
 Até a Vitoria sempre !

Anarco Monarquia em Que REI sou EU ?!

Anarco Monarquia em que REI sou EU ?
(Eu sou você amanhã !)

Na novela o Verdadeiro REI é um Rebelde
E Líder de um Exercito Rebelde Insurgente

Tem tudo haver com o Anarco-Monarquismo
E o Golpe de Estado que a Revolução Burguesa deu em todo o Mundo, levando o verdadeiro REI a se associar aos Rebeldes Anarquistas.



Resumo da Novela que REI sou EU ?! 
Sem um olhar político Anarquista.

Lucien (Tato Gabus Mendes) manda Fanny (Vera Holtz) avisar a Ravengar (Antônio Abujamra) que colocou a máscara de ferro em Jean Pierre (Edson Celulari).
- “Que rei sou eu?” foi ao ar no TV Viva e na TV Globo

Capítulo 141

Lili conta a Loulou que atirou em Crespy num beco escuro, porque o conselheiro lhe pediu para convencer Aline a fugir com ele. Lucien manda Fanny avisar a Ravengar que colocou a máscara em Jean Pierre. Os produtores mandam ao reino um abaixo-assinado, pedindo a libertação de François. O Rei promete libertá-lo desde que Vanoli prometa que ele não vai fazer escândalos. Corcoran suborna um guarda e descobre que Jean Pierre e sua mãe estão presos na torre e que colocaram nele uma máscara de ferro.

Capítulo 142

Corcoran conta a Loulou sobre a prisão de Jean Pierre e, depois, reúne os rebeldes para resolver o que fazer. Gaston pede ao banco suíço que mande uma cópia da ordem de pagamento, para ver quem a assinou. Suzanne pede a Lucy a arma de Gerard emprestada. Ravengar avisa a Lucien que a Princesa austríaca Ingrid virá conhecê-lo para acertar o casamento. Bergeron combina com Corcoran o roubo de 30 uniformes da guarda para eles
entrarem no palácio. Juliette confidencia a Aline que desconfia que está grávida.

Capítulo 143

Aline aconselha Juliette a contar a Lucien que está grávida. Ravengar vai à casa de Charlotte e manda chamar Bergeron. Loulou revela a Aline o segredo de Jean Pierre e Lenore. Bergeron finge que não se lembra de nada e diz que ama Charlotte. Ravengar, então, promete levar um padre para casá-los no dia seguinte. Madame d’Anjou, a biógrafa, chega à corte e exige o pagamento adiantado. Corcoran instrui os rebeldes que vão entrar no palácio. Juliette conta a Lucien que está grávida e ele fica furioso.

Capítulo 144

Lucien não apóia Juliette e ela diz que vai ter seu filho sozinha. Charlotte sai de casa para evitar o casamento e eles resolvem dizer que ela é apaixonada por outro. Ravengar chega com o padre, não acredita na história de Bergeron e ameaça prendê-lo. Madeleine, com medo, manda chamar Charlotte. Madame d’Anjou desiste de fazer a biografia de Valentine, porque não acha sua história interessante. Bergeron e Charlotte se casam. Os rebeldes entram no palácio. Aline mata o guarda da torre para os rebeldes subirem.

Capítulo 145

Os rebeldes entram na torre, lutam com os soldados, libertam Jean Pierre e Lenore e os levam para a caverna. Lucy seduz Gerard para ele esquecer de procurar sua arma. Balesteros, machucado, avisa a Lucien e Ravengar que os rebeldes libertaram os prisioneiros. Lucien reúne alguns guardas e vai para a taberna. Ravengar revela aos conselheiros que o prisioneiro da torre era o verdadeiro filho do Rei. Vanoli acha a arma que Suzanne escondeu embaixo do travesseiro. Ele tira a bala e recoloca a arma no lugar.

Leia mais:

Hakim Bey um Anarco Monarquista

Anarco-Monarquismo e Anarco-Misticismo

Texto de Hakim Bey

 

Dormindo, sonhamos com apenas duas formas de governo – anarquia e monarquia. A raiz primordial da consciência não entende de política e nunca joga limpo. Um sonho democrático? Um sonho socialista? Impossível.

Se meus REMs me trazem visões verídicas quase proféticas ou meros desejos vienenses, somente reis e pessoas selvagens povoam minha noite. Mônadas e nômades.

Dia pálido (quando nada brilha por sua própria luz) esquiva-se e insinua e sugere que nos comprometemos com uma triste e embaçada realidade. Mas em sonho nós nunca somos governados, exceto pelo amor ou pela magia, que são as habilidades de caotas e sultões.

No meio de um povo que não pode criar ou brincar, mas apenas trabalhar, os artistas também não conhecem outra escolha a não ser anarquia e monarquia. Como o sonhador, eles devem possuir e possuem suas próprias percepções, e para isto devem sacrificar o meramente social por uma “Musa tirânica”. A arte morre quando tratada “bem”. Ela deve desfrutar da selvageria de um homem das cavernas ou então ter sua boca preenchida de ouro por um príncipe.

Burocratas e vendedores a envenenam, professores a mastigam e filósofos a cospem fora. A arte é um tipo de barbaridade bizantina, que serve apenas para nobres e pagãos. Se você tivesse conhecido a doçura da vida como poeta num reino de um venal, corrupto, decadente, ineficaz e ridículo Paxá ou Emir, um xá Qajar, um Rei Farouk, uma Rainha da Pérsia, você saberia que isto é o que todo anarquista deve querer. Como eles amavam poemas e pinturas, aqueles tolos luxuriosos mortos, como eles sorviam todas as rosas e brisas frias, tulipas e alaúdes! Odeio sua crueldade e caprichos, sim – mas pelo menos eles eram humanos. Os burocratas, entretanto, que lambuzam as paredes da mente com sujeira inodora – tão gentis, tão gemüthlich (”de boa “índole”) – que poluem o ar interior com dormência – eles não são sequer merecedores de ´ódio. Eles mal existem fora das Ideias anêmicas `as quais servem.

E além disso: o sonhador, o artista, o anarquista – eles não compartilham um traço de capricho cruel com os mais ultrajantes déspotas? Pode a vida genuína acontecer sem um pouco de tolice, um pouco de excesso, alguns surtos de “discórdia” heracliteana? Não governamos – mas não podemos e não seremos governados.

Na Rússia, os anarquistas narodnik às vezes forjavam um ukase ou manifesto em nome do Czar; nele, o Autocrata reclamaria que lordes gananciosos e oficiais insensíveis o haviam prendido em seu palácio e o isolado de seu amado povo. Ele proclamava o fim da servidão e convocava os camponeses e trabalhadores a se levantarem em Seu Nome contra o governo.

Muitas vezes esta manobra realmente obtinha sucesso em despertar revoltas. Por que? Porque o único governante absoluto age metaforicamente como um espelho para o singular e completo absoluto do “eu”. Cada camponês olhava dentro desta lenda vítrea e observava sua própria liberdade – uma ilusão, mas que pegava emprestada do sonho a sua lógica.

Um mito similar deve ter inspirado, no século XVII, os Ranters e Antinomianos e Homens da Quinta Monarquia que se congregaram à bandeira jacobita com suas cabalas eruditas e conspirações ufanistas. Os místicos radicais foram traídos primeiro por Cromwell e depois pela Restauração – por que não, enfim, juntar-se aos petulantes cavaleiros e aos afetados condes, aos Rosacruzes e aos Maçons do Rito Escocês, para colocar um messias oculto no trono de Albion?

No meio de um povo que não pode conceber a sociedade humana sem um monarca, os desejos dos radicais devem ser expressos em termos monárquicos. No meio de um povo que não pode conceber a existência humana sem uma religião, os desejos radicais devem ser ditos na linguagem da heresia.

O taoísmo rejeitou toda a burocracia confuciana, mas guardou a imagem do Imperador-Sábio, que se sentava em silêncio em seu trono, encarando uma direção propícia, fazendo absolutamente nada. No Islã, os ismaelitas pegaram a ideia do Imame da Casa do Profeta e a metamorfosearam no Imame-do-próprio-ser, o ”eu” aperfeiçoado que está além de toda Lei e regra, que está harmonizado com o Uno. E esta doutrina os levou à revolta contra o Islã, ao terror e ao assassínio em nome da auto-libertação esotérica pura e da total realização.

O anarquismo clássico do século XIX definia-se pela luta contra a coroa e a igreja e, portanto, no nível acordado, considerava-se igualitário e ateu. Esta retórica, entretanto, obscurece o que realmente acontece: o “rei” torna-se o ”anarquista”, o ”padre” torna-se um ”herege”. Neste estranho dueto de mutabilidade, o político, o democrata, o socialista e o ideólogo racional não encontram lugar; são surdos à música e carecem totalmente de senso de ritmo. Terrorista e monarca são arquétipos; esses outros são meros funcionários.

Uma vez, anarquista e rei apertaram as respectivas gargantas e valsaram uma totentanz (“dança da morte”) – uma batalha esplêndida. Agora, entretanto, ambos estão relegados à lixeira da história – eles já eram, são curiosidades de um passado vagaroso e mais cultivado. Eles rodopiam tão rápido que parecem fundir-se juntos... podem ter, de alguma forma, se tornado uma coisa, gêmeos siameses, um Jano, uma unidade aberrante? “O sono da Razão...” ah! os mais desejáveis e desejosos monstros!

A Anarquia Ontológica proclama rasamente, asperamente e quase desmioladamente: sim, os dois são um agora. Como uma única entidade o anarco/rei agora renasceu; cada um de nós é o governante de nossa própria carne, de nossas próprias criações – e tudo mais que pudermos pegar e segurar.

Nossas ações são justificadas por decreto e nossas relações são moldadas por tratados com outros autarcas. Fazemos as leis para os nossos próprios domínios – e as correntes da lei foram quebradas. No momento, talvez sobrevivamos como meros Fingidores – mas mesmo assim, podemos agarrar uns poucos instantes, uns poucos metros quadrados de realidade sobre a qual impomos nossa vontade absoluta, nosso royaume (“reino”). L’état c’est moi (“o estado sou eu”).

Se estamos ligados por qualquer ética ou moralidade, deve ser uma tal que nós tenhamos imaginado, fabulosamente mais exaltada e mais libertadora que o “ácido moral” de puritanos e humanistas. “Vós sois como deuses — Tu és Aquele”.

As palavras monarquismo e misticismo são usadas aqui, em parte, simplesmente pour épater (“para espantar”) aqueles anarquistas iguálito-ateus que reagem com horror piedoso a qualquer menção de pompa ou superstição. Nada de revoluções regadas a champanhe para eles!

Nossa marca de anti-autoritarismo, contudo, floresce sobre o paradoxo barroco; ela favorece estados de consciência, emoção e estética sobre todas as ideologias e dogmas petrificados; ela abraça multidões e aprecia contradições. A Anarquia Ontológica é um duende para GRANDES mentes. A tradução do título (e palavra-chave) da obra magna de Max Stirner como “O ego e o que a ele pertence” levou a uma sutil interpretação errônea de “individualismo”. O termo inglês-latino ego vem carregado e oprimido com bagagem freudiana e protestante. Uma leitura cuidadosa de Stirner sugere que “O Único e seu Próprio” refletiria melhor suas intenções, dado que ele nunca define o ego em oposição à libido ou ao id, ou em oposição à “alma” ou “espírito”. O Único (der Einzige) pode ser melhor construído simplesmente como o “eu” individual. Stirner não se compromete com nenhuma metafísica, ainda que conceda ao Único uma certa propriedade absoluta. De que forma, então, este Einzige difere do “Eu” de Advaita Vedanta? Tat tvam asi: Tu (”Eu”individual)  és Aquele (”Eu”absoluto).

Muitos acreditam que o misticismo “dissolve o ego”. Bobagem. Apenas a morte faz isso (ou esta, pelo menos, é nossa suposição saducéia). O misticismo não destrói nem o “eu carnal” nem o “eu animal” -- o que equivaleria em suicídio. O que o misticismo realmente tenta sobrepujar é a falsa consciência, a ilusão, a Realidade Consensual e todas as falhas do “eu” que acompanham estes males. O misticismo verdadeiro cria um “eu em paz”, um “eu” com poder. A tarefa principal da metafísica (consumada, por exemplo, por Ibn Arabi, Boehme, Ramana Maharshi) é, em certo sentido, auto-destruir, identificar metafísico e físico, transcendente e imanente, como UM. Certos monistas radicais levaram esta doutrina muito além do mero panteísmo ou misticismo religioso. Uma compreensão da unicidade imanente do ser inspira certas heresias antinomianas (os Ranters, os Assassinos) que consideramos nossas ancestrais.

O próprio Stirner parece surdo às possíveis ressonâncias espirituais do Individualismo – e nisto ele pertence ao século XIX: nascido muito depois da liquefação da Cristandade, mas muito antes da descoberta do Oriente e da tradição iluminista escondida na alquimia ocidental, da heresia revolucionária e do ativismo oculto. Stirner despreza muito corretamente o que ele conhecia como “misticismo”, uma reles sentimentalidade pietista baseada em auto-negação e ódio pelo mundo. Nietzsche pregou a tampa sobre “Deus” uns poucos anos antes. Desde então, quem ousou sugerir que Individualismo e misticismo poderiam ser reconciliados e sintetizados?

O ingrediente faltante em Stirner (Nietzsche chega mais perto) é um conceito funcional de consciência não-ordinária. A realização do “eu” único (ou übermensch (”super- homem”)) deve reverberar e expandir-se como ondas ou espirais ou música para abraçar a experiência direta ou a percepção intuitiva da singularidade da própria realidade. Essa realização engolfa e apaga toda dualidade, dicotomia e dialética. Carrega consigo mesma, como uma carga elétrica, um sentido de valor intenso e sem palavras: ela “diviniza” o ”eu”.

Ser/consciência/felicidade (satchitananda) não pode ser repudiado como meramente outro “fantasma” stirneriano ou ”roda na cabeça”. Não invoca exclusivamente nenhum princípio transcendente para o qual o Einzige deve sacrificar sua qualidade de próprio. Simplesmente declara que aquela intensa consciência da própria existência resulta em “felicidade-- ou, numa linguagem menos pesada, em consciência valorativa”. O objetivo do ´Único, afinal, é possuir tudo; o monista radical obtém isso identificando o “eu” com a percepção, como o pintor chinês que “se torna o bambu”, de forma que ”ele pinta a si próprio”. Apesar das dicas misteriosas que Stirner dá sobre uma “união de Únicos" e apesar do eterno “Sim” de Nietzsche e da exaltação da vida, o Individualismo deles parece de alguma forma moldado por uma certa frieza em relação ao outro. Em parte, eles cultivavam uma fortificante e purificadora frieza contra a sufocação quente da sentimentalidade e do altruísmo do século XIX; em parte, eles simplesmente desprezavam o que alguém (Mencken?) chamou de “Homo Boobensis”.

E ainda, lendo por trás e abaixo da camada de gelo, nós descobrimos traços de uma doutrina ígnea – o que Gaston Bachelard poderia ter chamado de “uma Poética do Outro”. A relação do Einzige com o Outro não pode ser definida ou limitada por qualquer instituição ou ideia. E ainda claramente, mesmo que paradoxalmente, o Único depende do Outro para a completude e não pode e não será realizado em nenhum isolamento amargo.

Os exemplos de “crianças lobos” ou enfants sauvages (”crianças selvagens”) sugerem que uma criança humana privada da companhia humana por muito tempo nunca obter a humanidade consciente – nunca adquirirá linguagem. A Criança Selvagem talvez forneça uma metáfora poética para o Único – e simultaneamente, ainda, marque o ponto exato em que Único e Outro devam se encontrar, se amalgamar, se unificar – ou então falham em obter e possuir tudo aquilo de que são capazes.

O Outro espelha o "Eu" -- o Outro  nossa testemunha. O Outro completa o “Eu" -- o Outro nos dá a chave para a percepção da unicidade-do-ser. Quando falamos de ser e consciência, nós apontamos para o “Eu”; quando falamos de felicidade implicamos o Outro.

A aquisição da linguagem cai sob o signo de Eros – toda comunicação é essencialmente erótica, todas as relações são eróticas. Avicenna e Dante afirmaram que o amor move as estrelas e os planetas em seus cursos – o Rig Veda e a Teogonia de Hesíodo proclamam que o Amor é o primeiro deus nascido depois de Caos. Afeições, afinidades, percepções estéticas, belas criações, sociabilidade – todas as mais preciosas possessões do Único erguem-se da conjunção do “Eu” com o Outro na constelação do Desejo.

Novamente, o projeto iniciado pelo Individualismo pode ser desenvolvido e revivificado por um enxerto com o misticismo – especificamente com o tantra. Como uma técnica esotérica divorciada do hinduísmo ortodoxo, o tantra fornece uma estrutura (“Rede de Joias”) simbólica para a identificação do prazer sexual e consciência não-ordinária. Todas as seitas antinomianas continham algum aspecto tântrico, desde as famílias do Amor e Irmãos Livres e Adamitas da Europa até os sufis pederastas da Pérsia e os alquimistas Taoístas da China. Até mesmo o anarquismo clássico desfrutou seus momentos tântricos: os Falansterios de Fourier; o “Anarquismo Místico” de G. Ivanov e outros russos simbolistas de fim-de-século; o erotismo incestuoso do Sanine de Arzibashaev; a estranha combinação de Niilismo e adoração a Kali que inspirou o Partido Terrorista Bengalês (ao qual meu guru tântrico Sri Kamanaransan Biswas teve a honra de pertencer)...

Nós, entretanto, propomos um sincretismo de anarquismo e tantra muito mais profundo que qualquer um desses. De fato, simplesmente sugerimos que Anarquismo Individual e Monismo Radical sejam considerados doravante como um e mesmo movimento.

Este híbrido tem sido chamado de “materialismo espiritual”, um termo que incinera toda a metafísica no fogo da unidade de espírito e matéria. Também gostamos de “Anarquia Ontológica” porque sugere que o ser em si mesmo permanece num estado de “Caos divino”, de total potencialidade, de criação contínua.

Neste fluxo, somente o jiva mukti, ou “indivíduo liberto”, é auto-realizado, e deste modo monarca ou proprietário de suas percepções e relações. Neste fluxo incessante, somente o desejo oferece um princípio de ordem, e assim a única sociedade possível (como Fourier entendeu) é a dos amantes.

O anarquismo está morto, vida longa à anarquia! Não precisamos mais da bagagem de masoquismo revolucionário ou auto-sacrifício idealista – ou da frigidez do Individualismo com seu desdém pela sociabilidade, pelo viver junto – ou das superstições vulgares do ateísmo do século XIX, cientificismo e progressismo. Todo esse peso morto! Pastas proletárias emboloradas, vapores burgueses pesados, entediantes guias filosóficos – deixemos isso de lado!

Queremos desses sistemas apenas sua vitalidade, suas forças vitais, ousadia, intransigência, raiva, negligencia – seu poder, seu shakti. Antes de descartarmos o entulho e os sacos de lixo, nós saquearemos a bagagem procurando por carteiras, revólveres, joias, drogas e outros itens úteis – guardaremos o que gostamos e jogaremos fora o resto. Por que não? Por acaso somos padres de um culto, para murmurar sobre relíquias e resmungar nossos martirológios?

O monarquismo também tem algo que queremos – um encanto, um sossego, um orgulho, uma superabundância. Ficaremos com isto e jogaremos as aflições da autoridade e da tortura na lata de lixo da história. O misticismo tem algo que precisamos – “auto-superação”, consciência exaltada, reservatórios de potência psíquica. Estes nós expropriaremos em nome da nossa insurreição – e deixaremos as aflições da moralidade e da religião apodrecer e se decompor.

Como os Ranters costumavam dizer quando saudavam qualquer ”criatura companheira" -- de rei a batedor de carteiras – ”Alegre-se! Tudo é de todos!”.

 Fonte Link:

http://ordinenaturale.blogspot.com.br/2013/12/anarco-monarquismo-e-anarco-misticismo.html

Monarquia Libertaria <=> Anarco Monarquia


Monarquia Libertária <=> Anarco Monarquia

" Um Estado Anarco Monarquista é aquele qual exista uma minoria no topo da Pirâmide Social, que permita uma maior Liberdade total a Base da Pirâmide Social "
Frase de Salvador Dalí sobre a Anarco Monarquia


O Anarco-Monarquismo ou Monarquismo Libertário, são termos que têm sido utilizados para designar as posições filosóficas que pretendem fundir o sistema monárquico com as ideologias libertárias. 
Os mais famosos Anarco-Monárquicos são J. R. Tolkien, Salvador Dali, Hakin Bey
Em Portugal, o pensamento de João Carlos Camossa do Saldanha, tinha muitas semelhanças com as posições defendidas por Tolkien. 
Tal como as restantes correntes libertárias, os Anarco-Monárquicos pretendem que as sociedades viveriam melhor se não possuíssem um governo formal. Contudo, os Anarco-Monárquicos defendem que as sociedades que têm uma forma visível e simbólica de autoridade, sem monopólio dos instrumentos de coerção e da lei, não violam a liberdade individual, já que cada indivíduo pode escolher o grau de credibilidade a dar a essa autoridade simbólica. 
Para os Anarco-Monárquicos, essas formas de autoridade simbólica permitem a continuidade e estabilidade da sociedade. Os Anarco-Monárquicos defendem uma forma de monarquia no seu sentido tribal, uma monarquia hereditária cuja autoridade é puramente cerimonial. 
Os exemplos históricos de Anarco-Monarquia são a Islândia medieval, com os seus concílios de tribos e os reinos da África Ocidental, previamente ao contacto com os Europeus. Porem existe quem ache e quem defenda Papua Nova Guine como um misto Anarco-Monarquismo Popular, organizado em uma Nação Anarquista.

Link:
https://www.causes.com/causes/557129-anarco-monarquicos/about

Salvador Dalí um Pintor Anarco Monarquista

Biografia - Salvador Dalí (1904-1989)

"Sou um monstro de inteligência"

Ele dizia que seus quadros eram "fotografias de sonhos pintadas à mão". Frasista inspirado, dono de uma verve irresistível, Salvador Dalí era um homem excêntrico, dado a surtos de exibicionismo e megalomania, o que ajudou a criar em torno de sim uma aura mítica de ousadia e loucura.

"As duas coisas mais felizes que podem acontecer a um pintor contemporâneo são: primeiro, ser espanhol, e segundo, chamar-se Dalí. Ambas me aconteceram", dizia, com sua insuperável capacidade para o marketing pessoal. "Todas as manhãs eu experimento uma delicada alegria - a alegria de ser Salvador Dalí - e me pergunto, em êxtase, que coisas maravilhosas esse Salvador Dalí vai realizar hoje?"

Nascido na cidade catalã de Figueres, na Espanha, começou a pintar por volta dos 13 anos, época em que seu pai organizou uma exposição familiar com seus desenhos a carvão. Cinco anos depois, em 1922, Salvador Dalí mudou-se para Madri, onde ingressou na Academia de San Francisco e conheceu o poeta Federico Garcia Lorca e o futuro cineasta Luis Buñuel. Com o primeiro, teria um caso de amor platônico. Com o segundo, viria a fazer os filmes surrealistas Um Cão Andaluz (1929) e A Idade do Ouro (1930). "Sou um monstro de inteligência", gabava-se.

Foi no mesmo ano das filmagens de Um Cão Andaluz que passou a morar com a russa Elena Dimitrievna Diakonova, dez anos mais velha do que ele e então casada com o poeta francês Paul Eluard. Diakonova, apelidada de Gala, ficará com Dalí até o último dia de sua vida. "Ela curou-me de todas as minhas angústias. Gala é a curandeira dos terrores", definia o artista, que jurava ser virgem até conhecer sua eterna musa.

A Ruptura oficial com os Surrealistas foi barulhenta. Salvador Dalí foi expulso das hostes do movimento pelo líder André Breton, que passara a defender a doutrina marxista. Dalí, acusado de compactuar com o fascismo, se disse um "Anarco-Monarquista" e desdenhou da expulsão: "O surrealismo sou eu".

No início da Segunda Guerra, em 1940, Dalí e Gala mudaram-se para os Estados Unidos, onde o artista colaborou com Alfred Hitchcock em uma seqüência do filme Spellbound (Quando fala o coração). O casal permaneceu nos EUA até 1955. Quando retornou a Espanha, Salvador Dalí declarou apoio ao ditador Francisco Franco. "Sou favorável aos períodos de inquisição. Quanto mais opressões, mais se é levado a precisar o que se deve dizer. Sim à repressão das liberdades", declarou.

A partir de 1982, com a morte de Gala, Salvador Dalí tornou-se um homem recluso, abatido pelo Mal de Parkinson. Deprimido pela ausência da mulher, recusou-se a comer e passou a ser alimentado por uma sonda nasal, com a qual posou para a capa da revista americana Vanity Fair.

Dalí viveria até 1989. Porém, os críticos mais rigorosos afirmavam que sua arte já morrera muito tempo antes dele, ainda ao final da primeira fase surrealista, na distante década de 1930. Depois disso, passara a viver apenas do escândalo e da polêmica em torno de seu comportamento pouco ortodoxo.

Curiosidades:

•    Expulsão da academia:Na Escola de Belas Artes de Madri, Salvador Dalí ficou famoso por sua auto-suficiência. Em junho de 1926, recusou-se a fazer as provas da disciplina de Teoria das Belas Artes, por achar que nenhum professor tinha competência suficiente para julgar seu trabalho. Em represália, o conselho disciplinar da instituição decidiu pela expulsão do aluno rebelde.

•    Extravagâncias:Dalí adorava chocar o público com suas declarações e aparições inusitadas. Em 1936, na abertura de uma exposição surrealista em Londres, apareceu vestido em trajes de mergulho. De outra feita, fez uma conferência com um pedaço de pão sobre a cabeça. Ainda nos tempos da Academia em Madrid, quando um professor propôs à classe uma estatueta da Virgem Maria como modelo para uma aula de pintura e desenho, Dalí pintou uma balança.

•    Memórias precoces:Dalí escreveu suas memórias, o livro "A vida Secreta de Salvador Dalí", aos 37 anos. "Normalmente os escritores começam a escrever suas memórias depois de viver sua vida, mas, com meu vício de fazer tudo diferentemente dos demais, achei que era mais inteligente começar escrevendo minhas memórias e vivê-las depois", explicou.

 •    Um Dalí roubado no Rio:Em fevereiro do ano passado, às vésperas do Carnaval, quatro homens armados invadiram o museu Chácara do Céu, no bairro de Santa Teresa, Rio de Janeiro, e roubaram uma série de telas de artistas famosos, incluindo o quadro "Os Dois Balcões", pintado por Salvador Dalí em 1929. Dias depois, a polícia encontrou pedaços de moldura queimados em um morro carioca. Mais de um ano depois, os quadros ainda não foram localizados.

•    Dalí no cinema:Em janeiro deste ano, anunciou-se em Hollywood que o ator Al Pacino encarnará, em breve, Salvador Dalí nas telas do cinema. O filme promoverá o reencontro de Pacino com o roteirista e diretor Andrew Niccol, com quem já trabalhou em "Simone", de 2002. As filmagens devem começar em junho. "Dalí & I: The Surreal Story" se concentrará no período da maturidade do artista.

Contexto histórico - Em busca da "paranóia crítica"

 Salvador Dalí definiu seu processo criativo como "crítico-paranóico". Tal método consistiria em permitir-se um estado mental semelhante ao da paranóia clínica, no qual a vontade e a razão eram suspensas temporariamente, de modo deliberado pelo artista. Dalí empregava uma técnica apurada, de grande virtuosismo, mas a serviço de um simbolismo alucinado, proveniente do mundo dos sonhos e do inconsciente.

 Com seu comportamento extravagante, Salvador Dalí tornou-se o mais célebre dos representantes do movimento surrealista, vanguarda estética surgida na França no período entre-guerras. Os surrealistas defendiam o chamado "automatismo", o fluxo livre de associações de idéias, ditadas diretamente do inconsciente, sem qualquer tipo de controle racional ou censura moral.

 O surrealismo representava a face positiva do dadaísmo, movimento iconoclasta fundado em 1915 por um grupo de jovens artistas, entre os quais despontava a figura do escritor romeno Tristán Tzara. Assim como os surrealistas, os dadaístas também valorizavam o não-racional e o absurdo. Mas, em seus manifestos, prevalecia a ironia e o niilismo radical. Para o dadaísmo, tratava-se de implodir, pelo escândalo e pelo gracejo, o próprio conceito de arte.

 O poeta André Breton, principal líder e teórico do surrealismo, pregava a necessidade de resolver, de forma positiva, a contradição entre sonho e realidade, entre imaginação e consciência. Buscava, assim, alcançar uma suposta nova dimensão, a supra-realidade.

As diferenças de concepção entre os adeptos do movimento surrealista – além das discordâncias de  natureza política – acabaram antagonizando muitos de seus principais membros, inclusive André Breton e Salvador Dalí. "A diferença entre os surrealistas e eu é que, na verdade, eu sou surrealista", sentenciava o sempre provocativo Dalí.

Sites Relacionados:

•    Fundação Gala-Dalí– Site oficial da entidade, localizada na Espanha. Traz textos, imagens e até filmes sobre o artista. Em espanhol, francês e inglês.

•    Museu Dalí – Situado na Flórida, nos Estados Unidos, o museu tem uma importante coleção de obras de Salvador Dalí. Em inglês.

•    ArtCyclopedia – Relação e localização das principais obras de Dalí, em museus e galerias espalhadas pelo mundo. Em inglês.

•    Folha Online – Veja tudo o que já publicado sobre Salvador Dalí na Folha Online.

•    BBC – Ouça trechos de uma entrevista de Salvador Dalí à emissora britânica.

Principais obras:

1. A Persistência da Memória (1931) – Um dos quadros mais reproduzidos de Dalí, com seus relógios maleáveis, como se fossem feitos de cera derretida.
2. Girafa em chamas (1937) – No quadro, há a presença de imagens recorrentes de Dalí: uma girafa flamejante e o corpo humano com gavetas entreabertas.
3. Sono (1937) – O sono e o sonho foram temas caros aos surrealistas e, por extensão, a Salvador Dalí, que o representou nesta obra como um rosto humano amolecido, sustentado por muletas.
4. A Crucificação de São João da Cruz (1951) – Obra representativa do período em que o artista passou a pintar motivos religiosos, após sua ida aos Estados Unidos.
5. A Última Ceia (1955) – Versão surrealista do quadro clássico de Leonardo da Vinci.
6. Crucificação  -Óleo sobre tela, 194,30 x 123,80 cm -Metropolitan Museum of Art, New York
7. Contemporâneo - Os Simpsons Dali

Fontes:

Imagens: 7 das artes 

Texto Grandes Mestres
Imagens: 

 http://praelitteras.blogspot.com.br/2012/07/plurissignificacao-em-franz-kafka-e.html
  http://origin-symbol.blogspot.com.br/2011/07/cristo-de-sao-joao-da-cruz.html 

Fonte link:
http://guarda-xuva.blogspot.com.br/2012/09/grandes-mestres-salvador-dali.html 



 

Popular Edward Black e a Educação Artística

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